Antropologia
São muito bonitos os rituais de acasalamento. Não exatamente pela forma. Muitos são bem esquisitos, e algumas vezes engraçados. O conteúdo, porém, é sempre muito belo. Os Iguanas por exemplo, que sacodem a cabeça como se dissessem "sim, sim, sim, sim, sim...". O galo mesmo, que arrasta a asa pelo chão, meio doido. É ridículo na forma, mas se percebe uma beleza muito grande nas linhas que estas ações traçam. Um ritual que pertence antes de tudo à natureza da vida. Reproduzir. Alguns rituais de acasalamento são belíssimos não só no conteúdo, mas também na forma. Os pingüins, movem a cabeça com graça, e dançam discretamente, como um valsa no gelo. Os sabiás se chamam, o macho de lá, a fêmea de cá. Depois os dois juntos. Acima de tudo, comunicação.
E como comunicação é, até onde posso parecer saber, a diferença entre eu e um cachorro, os rituais de acasalamento sempre toca em algo em nós. Nos identificamos com os pares, danças, movimentos, cantos, ruídos, gestos, olhares...
Dia desses vi um casal num belo ritual de acasalamento. Cada gesto dele era uma frase, bem dita. Não importava aí o dito, mas o tom do dito. Como o sabiá, que o macho faz um barulho alto de lá, e a fêmea faz um pio de cá... Bonito demais!


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